Sinopse - A Casa dos Espíritos - Isabel Allende: Bestseller internacional considerado pela crítica um clássico da literatura latino-americana, "A Casa dos Espíritos", romance transcendental de Isabel Allende, conta a saga da turbulenta e numerosa família Trueba, do Chile, com o seu patriarca angustiado e suas mulheres clarividentes. Trata-se de uma narrativa vertiginosa que se alimenta de si mesma e parece tender ao infinito. É no seu desfecho que se alcança o efeito trágico da obra cujo limite não é o esgotamento das narrativas, mas um golpe de Estado que metamorfoseia as narrativas em sangue nas sarjetas e as palavras em silêncio. Num panorama da história chilena que vai de 1905 a 1975, desfilam personagens como Esteban Trueba, latifundiário e senador; Clara, sua mulher clarividente e Alba, sua neta, jovem, socialista e, portanto adversária do patriarca e de seus cúmplices.
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528601664
Edição 41 / Ano: 2011
Páginas: 448
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Clara Trueba é o nome de uma das personagens de um dos livros mais especiais que já li na vida: "A casa dos espíritos" escrito pela brilhante Isabel Allende.
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528601664
Edição 41 / Ano: 2011
Páginas: 448
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Um momento com Clara Trueba diante do Feminismo...
Quem me apresentou esse livro foi a Jussara através de uma resenha linda lá no Palavras Vagabundas. Depois de ler o texto da Jussara não demorou muito para que eu corresse para uma das mais marcantes experiências literárias por mim vivenciadas até o momento.
O livro da Allende é para ri, chorar, se emocionar e refletir bastante não só sobre vida familiar e História com H maiúsculo. Até hoje eu não sei se Allende escreveu um capitulo da história do Chile usando como pano de fundo a saga da família Trueba ou se ela escreveu a saga das família Trueba usando como pano de fundo aquele capitulo da história do Chile.
O livro da Allende é para ri, chorar, se emocionar e refletir bastante não só sobre vida familiar e História com H maiúsculo. Até hoje eu não sei se Allende escreveu um capitulo da história do Chile usando como pano de fundo a saga da família Trueba ou se ela escreveu a saga das família Trueba usando como pano de fundo aquele capitulo da história do Chile.
Depois de tudo só me restou duas certezas: Isabel é uma contadora de histórias fantástica e suas palavras e personagens caminharão comigo até o fim dos meus dias.As personagens de Allende são daquele tipo que vem a memória quando eu menos espero e falam comigo, implicam ou me ajudam a constatar o obvio em algumas situações particulares. Loucura néh?!?! Pois é!
Por esses dias tive um desses momentos com a Clara Trueba e achei que merecia um registro.
De uns tempos para cá me tornei mais simpática do que nunca as demandas levantadas pelas feministas (da net, da rua, da faculdade e do mundo) e olhando imagens postadas nos corredores das redes sociais, conversando pelos corredores da faculdade, pelos ônibus e derivativos a Clara me veio a memória.
Ela também teve muitos encontros com as feministas do mundo e possibilidades de avaliar suas demandas, sua mãe foi uma rica senhora que apesar de ocupar uma confortável posição social, ou justamente por ocupar uma confortável posição social, era sufragista - feminista- no Chile e a levava desde pequena para suas ações nas fabricas e cortiços da cidade. Foi a impressão de Clara a respeito desses momentos que me veio a mente e eu não consigo resistir ao impulso de registrar aqui a passagem do livro tal e qual foi escrita:
"As vezes Clara acompanhava sua mãe e duas ou três de suas amigas sufragistas em visitas a fabricas, onde subiam em caixotes para arengar às operárias, enquanto, a distância prudente, os capatazes e patrões observavam, zombeteiros e agressivos. Apesar de sua pouca idade e completa ignorância das coisas do mundo, Clara percebia o absurdo da situação e descrevia em seus cadernos o contraste entre sua mãe e suas amigas, com casacos de pele e botas de camurça, falando de opressão, igualdade e direitos a um grupo triste e resignado de trabalhadoras, com toscos aventais de algodão cru e as mãos vermelhas de frieira. Da fabrica, as sufragistas se dirigiam a confeitaria da Praça das Armas para tomar chá com bolinhos e comentar os progressos da campanha, sem que essa distração frívola as afastasse nem um segundo de seus inflamados ideais. Outras vezes sua mãe levava-a às comunidades marginais e aos cortiços, aonde chegavam com o coche carregado de alimentos e roupa que Nívea e as amigas costuravam para os pobres. Também nessas ocasiões, a menina escrevia com assombrosa intuição que as obras de caridade não eram capazes de mitigar essa monumental injustiça."
(Isabel Allende_ A casa dos espíritos_91-92)
Depois de rever essa reflexão da Clara me ocorreu que realmente a história é feita de rupturas e continuidades. As feministas cuja ação venho observando ainda são mulheres muito semelhantes as observadas por essa garota silenciosa de intuição assombrosa que saiu de algum lugar das memórias de Isabel Allende para a minha.
Pandora
Jaci Clemente conhecida neste mundo virtual como Pandora. Estudante de História e seu objeto de estudo preferido é História da Educação. É apaixonada por literatura fantastica, poesia, romances do século XIX e todo tipo de livro bem escrito, seu primeiro emprego foi com educação infantil, então também ama literatura infantil. Adora responder aos comentários feitos em suas resenhas tentando estar sempre presente . e-mail # facebook # twitter # skoob




