# Resenha do livro " O Chamado Selvagem" de Jack London #

Autor: Jack London
Gênero: Ficção,Infanto Juvenil,Clássicos
ISBN: 9788564469310
Nº de páginas: 116
Dimensão: 14x21
O Chamado Selvagem lançado em 1903 é considerado a obra-prima de London e um de seus principais trabalhos, tendo emocionado milhões de pessoas em todo o mundo contando a jornada de Buck, um cão São Bernardo que é raptado de seu confortável lar e levado para o Yukon durante a corrida do ouro no século 19.
Emocione-se e aventure-se com Buck nessa incrível jornada.
Fiquei muito feliz em receber este livro da Editora Dracaena através da Vitrine de Promoções. Gosto muito de ler sobre aventuras e sendo com animais uni o útil ao agradável.
E difícil não se emocionar lendo as aventuras deste incrível São Bernardo, um cão doméstico e mestiço sendo filho de um São Bernardo puro e uma Pastor Alemão.  Ele  vive em uma grande casa cercado de toda mordomia e ali ele reina como o todo absoluto, querido por todos.  Só que essa tranqüilidade termina quando Buck, como é chamado, é raptado de seu reino por um dos empregados da casa e levado para as neves, na época da famosa corrida do ouro dos EUA.
Inicia então uma grande jornada para o tão querido Buck que sofre uma infinidades de provações, maus-tratos até que chegar as mãos de François e Perrault, garimpeiros que vivem uma vida selvagem. Buck  retorna a suas origens voltando a sentir  seus instintos.  Não havia mais paz e segurança porque ali era uma vida de muita ação e risco. Todos os cães eram selvagens e só conheciam a lei do porrete e das presas. Buck aprende a se manter vivo e merecedor aprimorando-se a cada dia a sua nova vida. 
"Não era difícil para ele aprender a lutar, cortando, rasgando e mordendo rapidamente como os lobos, pois assim lutaram os seus antepassados já esquecidos. Eram eles que despertavam a velha vida dentro de si, e os velhos truques que eles imprimiram na hereditariedade da raça eram os seus." pg 32
Puxando trenós na neve pela floresta é uma prova de fogo de aceitação e sobrevivência  e a sua resistência impressiona a todos que estão a sua volta.
"- Então? Que é que eu disse? Não falei a verdade, quando disse que esse Buck valia por dois demônios?!" - pg. 51
Segue sua jornada por infindáveis quilômetros enfrentando obstáculos que o deixam cada vez mais forte e se posicionando como um líder.
Uma das partes memoráveis desta história é quando Buck é salvo por John Thornton que traz novamente o amor ao seu coração. 
"Buck tinha seu jeito de expressar o seu amor que quase machucava: frequentemente, abocanhava a mão de Thornton, e a apertava tão ferozmente, que deixava a marca de suas presas mesmo durante algum tempo depois. E, como Buck entendia as pragas como palavras de amor, assim também o homem entendia essa falsa mordida como uma carícia." - pg. 83
Aventuram-se pelas vastidões geladas do Yukon esperando encontrar ouro e ficarem ricos.  São amigos inseparáveis e Buck daria a sua vida para salvá-lo. Muitas coisas acontecem mostrando sempre o amor e fidelidade de Buck para com Thornton. 
O seu espírito selvagem está cada vez mais aguçado e enquanto o seu dono segue as explorações no rio ele se embrenha na floresta de onde vinha o chamado, um uivo  que lhe era familiar. Encontra-se com um lobo cinzento que torna-se seu amigo.  Passa as noites na floresta em busca dos sinais que o chamam, se aprimora na caça desafiando os perigos e aprendendo a sobreviver nesse mundo selvagem. Uma história que me tocou demais e não tenho como não colocar este livro no lugar das obras top que fazem parte do meu acervo das preferidas.
Tenho certeza que todos vão querer ler. 
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" Cine Saleta apresenta os Adoráveis by Luci Cardinelli "

     




 Post do Vida feito em 15/09/2011

 

 

 

 

 

 

Adoráveis Mulheres, um Adorável Professor e uma Adorável Amiga

 


Ando numa fase nostálgica em relação a filmes, o motivo é assunto para um outro post, mas com isso tenho assistido muitos dos meus dvds especiais, aqueles filmes "para sempre", filmes que contam histórias que me emocionam a cada vez que assisto.Como faz um tempinho que não indico nenhum filme, hoje trago 2 dos que revi. Quando menina minha mãe me presenteou com o livro Mulherzinhas, Little Women, que conta a história de 4 irmãs que cresceram no século XIX durante a Guerra Civil Americana. O livro é autobiográfico e foi lançado em 1868.


O presente veio porque eu havia assistido o filme Quatro Destinos e adorado. Esse filme é uma versão do livro e foi lançado em 1944.

No centro, Elizabeth Taylor que fez o papel da autora

Em 1994 chega uma segunda versão: Adoráveis Mulheres, onde o papel principal cabe a Winona Ryder. Ainda tem a minha queridíssima Susan Saradon com mãe das 4. Uma mulher cujo marido está lutando na Guerra Civil e ela na sua luta para criar, alimentar as 4 filhas. Você ainda vai poder ver as lindas Kirsten Dunst e Claire Danes , menininha.




Sinopse 

"Durante a Guerra Civil, uma mãe com 4 filhas passa por graves problemas finaceiros, enquanto o marido está na frente de batalha. A mais intelectualizada das irmãs, que sonha ser escritora, é cortejada por um rico vizinho, mas quando este se declara ela o rejeita e vai morar em Nova York, onde se envolve com um professor. Mas quando chega a notícia de que o estado de saúde de uma de suas irmãs piorou consideravelmente, ela retorna para casa." (daqui).


O filme é muito mais do que as sinopses dizem, não é tão simples assim. São 4 irmãs totalmente diferentes, mas entre elas há muito amor e amizade. Apesar da maior atenção a Jo (a autora), você acompanha o crescimento das 4, de meninas a mulheres.


Mr. Holland é música e tudo que mais quer é compor sua sinfonia. Porém, com as dificuldades financeiras, começa a lecionar música. Vemos toda sua dificuldade para fazer os jovens se interessarem pela música, mas com o passar do tempo vem todo o envolvimento dele com os mais diversos alunos que passam por ele a cada ano. No filme também podemos acompanhar as dificuldades do magistério. Paralelo a isso ele vive uma grande decepção, seu filho nasce surdo.

Você vai pensar que é mais um daqueles filmes do professor com seus alunos problemáticos, não, não é. Seus alunos não são viciados nem vivem em bairros com muita violência, nem nada parecido.

Esses dois filmes são para relaxar e assistir histórias de gente.
Notou que ambos são "adoráveis"? 
Se você assistir ou se já assistiu, me conta se gostou?

Já está participando do sorteio do livro Vidas? Não? 
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E já que falamos de pessoas adoráveis, não posso deixar de falar de uma amiga querida que está de aniversário hoje, a Elaine Gaspareto, do blog Um Pouco de Mim. 


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Querida amiga, desejo que seu dia seja repleto de alegrias e que Deus lhe abençoe sempre, com saúde e muito amor. 

beijo carinhoso 

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Postagem da Colaboradora 




"Resenha Não Deixe o Sol Brilhar em Mim de Evandro Raiz Ribeiro "



SINOPSE
"Uma História de Vampiros diferente. Dennis é um garoto que se mudou para a casa do tio após a morte dos pais, e lá chegando é maltratado pela tia. Também é perseguido na nova escola por alguns garotos mais velhos. Tudo parecia sem sentido, até que conhece Valquíria, uma estranha e solitária menina da vizinhança. Desse encontro nasce uma amizade sincera, em meio aos anseios da adolescência, paixão, amor, em que cada um preenche o vazio existencial do outro. Porém, as pessoas que perseguem Dennis, começam a ser atacadas violentamente. Valquíria é na verdade um VAMPIRO que precisa de sangue humano para sobreviver. Não Deixe o Sol Brilhar em Mim é uma história de vampiros diferente, em que a fuga da solidão ultrapassa o limite do sobrenatural."









Ganhei este livro em um sorteio promovido no Blog do autor, Evandro Raiz Ribeiro. Custei a pegar para ler não por falta de interesse, mas por aparecerem outras prioridades ficando a sua leitura para depois. 

Sou uma leitora um tanto eclética e mesmo que a linha de vampiros não tenha muitos exemplares em minha estante tenho procurado ler. O pouco que já li tem me deslumbrado pelas alucinantes histórias criadas pelos seus autores. 

A sinopse do livro mostra, em poucas palavras, a história tão bem escrita e elaborada pelo Evan. Retrata a vida de Dennis, um garoto de 14 anos que mora na Paraíba e perde seus pais em um acidente. Seu Tio Olavo é quem passa a ser seu tutor e o leva para morar em sua casa no ABC Paulista. Sua chegada não é muito bem vista pela tia Gertrudes que por trás do Tio Olavo e do primo Otavinho, dita suas ordens e declara nua e cruamente que sua presença não é bem quista por ela. 

Tendo sua Tia como inimiga, seu Tio ausente por trabalhar à noite e seu primo sobre os olhos de guarda da mãe, sentia-se muito só, passando grande parte do tempo em seu quarto lendo suas histórias em quadrinhos. O tempo custava a passar, mas logo as aulas começaram e assim o tudo passaria mais rápido. A sua recepção na escola foi das piores, principalmente por dois garotos, Alex e Edu, que segundo informara Benito, um dos colegas de sala, eram muito perigosos. Aconselhou que sempre evitasse olhar para eles e seguir em frente para nã ter aborrecimentos. 

Procurou ocupar o seu tempo livre com outras atividades e passeando pelos arredores da escola para casa.  Foi em um desses passeios noturnos que chegou a uma pracinha e conheceu Valquíria, uma linda menina de olhos azuis. 

Valquíria era um Vampiro precisando se alimentar de sangue humano. Seu irmão, Adam, cuidava de tudo para ela até que um belo dia ele desaparece. 

Dennis e Valquíria começaram uma linda amizade, mas sua vida era meio estranha para ele, pois só a encontrava a noite. Com o passar do tempo eles se apaixonaram e foram se envolvendo. Eram jovens descobrindo seus sentimentos e um precisando do outro. 

Suas vidas financeiras eram sólidas, mas não podiam administrar isso enquanto fossem menores. Existia o segredo de Valquíria que ela prometia um dia contar-lhe e enquanto isso Dennis foi lhe ensinando tudo que ela precisava saber para viver como uma pessoa normal. 

Começam as ameaças contra Dennis e estranhamente essas pessoas são atacadas violentamente e isso leva a polícia a investigar. É a melhor parte da história e vou parar por aqui para não acabar contando todos os detalhes. Deixo o resto para vocês mesmo descobrirem. 

Um amor inocente, amigo, verdadeiro, cúmplice e com lindos momentos que são uma lição de vida. 

“Vou amá-lo por toda a eternidade. 
Estarei lhe esperando à noite. 
Val” 
pg. 172 

Um livro mais do que recomendado que me surpreendeu em todos os detalhes, desde como consegue desenvolver e levar a história de uma forma suave, envolvente e quando agressiva fazendo nos sentir aliviados. 

Uma apresentação ímpar desde a encadernação até a sua capa que é linda. Um livro gostoso de pegar, folhear e admirar. Tem muitas amigas querendo ler, mas já vou avisando que tem que cuidar com carinho, pois esse faz parte da minha coleção preferida. 

Convido vocês a visitarem o Blog do livro onde poderão adquirir um exemplar do "Não deixe o Sol brilhar em Mim" e conhecerem um pouco sobre o autor Evandro Raiz Ribeiro. E temos que enaltecer que essa brilhante obra é de um autor brasileiro. 

 Evandro Raiz Ribeiro

Nasceu em 1962 em Recife, passou a infância entre Pernambuco, Paraíba e Alagoas e a adolescência em Santo André no ABC paulista, cidade que considera como sua segunda terra natal onde tem uma segunda família e muitos amigos.
As pessoas que lá encontrou, trataram um garoto nordestino e desconhecido com o devido respeito que o ser humano necessita, dando-lhe a confiança necessária para desbravar o futuro e o mundo.
Hoje em dia é web designer e mora no Japão desde 1992. Não Deixe o Sol Brilhar em Mim é a sua primeira aventura literária.



Esta resenha está sendo também postada na Vitrine de Promoções, nossa parceira e de onde fomos agraciados com esse prêmio.

 A Saleta de Leitura já colocou em sua agenda tê-lo como nosso convidado e parceiro do blog. 








" Resenha do livro " O VOO DA ESTIRPE - Caminhos para a Libertação " de Adriana Vargas Aguiar "

Ganhei o  livro "O Voo da Estirpe" da autora Adriana Vargas de Aguiar que é a coordenadora do Clube dos Novos Autores  no sorteio da  promoção "Siga e Concorra". 

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Antes de começar contando sobre O Voo da Estirpe mostramos a seguir uma pequena síntese sobre a  sua autora.

AUTORA: ADRIANA VARGAS DE AGUIAR
Biografia: Sou formada em direito, mas não exerço a profissão, não porque não goste, apenas porque não me encontro nela. Atualmente, apenas me dedico aos meus livros e estudos de antigas civilizações. Moro em Campo Grande/MS. Meu hobbie é escrever (rs), mas também aprecio um bom filme, ou documentários. Sou extrovertida - uma pessoa feliz, que encontrou o seu lugar no mundo. Meu estilo literário é fugir dos padrões; escrevo desde ensaios, crônicas, romances, poesias; não sigo nenhum autor como inspiração, e acredito ter um traço característico em meu estilo de se escrever sem estilo; assim escrevo, desde que nasci e tornei-me gente - quando aprendi a escrever! Aprecio me distrair olhando os objetos comuns e descrevê-los de modo a transformá-los em algo alcançado por minha ótica fantasiosa - gosto de transformar objetos em sentimentos. Não tenho grandes ídolos, e nem decoro chavões; e da escrita, espero apenas uma anedota - que assim eu viva, e morra.

Para conhecer e saber mais sobre a autora e suas obras visitem 
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O VÔO DA ESTIRPE 

SINOPSE  - O Voo da Estirpe  - Caminhos para a libertação

O voo da estirpe é um romance contemporâneo com alusões psicológicas, o qual a personagem, Clarice conversa com os sentimentos em busca de soluções para seus conflitos interiores; escritora, ela tem pesadelos com seus personagens, um deles, Klaus, um homem que a persegue nos sonhos, e agora o faz na vida real. Ela tenta descobrir o mistério que envolve tal perseguição, hora como caça, hora como caçadora, e acaba descobrindo muitas revelações que enaltecem o sobrenatural e a mais profundas mudanças no eu interior do ser humano existente em si. Um livro que tocará profundamente em alguma parte dentro de cada um de nós. A cada momento, há uma oportunidade de identificação com os grilhões provocados pelo cotidiano. Sabe aquelas situações que vivemos, sentimos ou fazemos quando ninguém vê? E aquelas outras que são difíceis de se admitir? Este romance centra-se no pensamento da personagem - sentido, vivido, chorado e regenerado de modo visceral, entre o linear -    vida e morte. Você vai rir e chorar com as personagens. Um livro rico em sentimentos, que tragará o leitor para dentro da tr ama, sem que ele possa perceber.
                             Este é o primeiro livro da Trilogia – O Voo da Estirpe.

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Um livro que no início me deixou um pouco assustada com os sonhos e pensamentos da personagem Clarice, escritora de crônicas para um jornal, que procura buscar inspiração e novas sensações nos lugares mais incríveis. Balançaram meus alicerces a forma como a autora conseguiu usar palavras e descrever situações totalmente despojada de qualquer pudor.  
Linda história de amor de uma mulher independente que não quer ficar sozinha, mas também tem medo de se apaixonar e aí segue uma busca onde sempre há algo que sente, que critica, que estranha colocando os seus sentimentos sem o menor preconceito.  Uma mulher totalmente pensante e cheia de questionamentos, mas que no fundo sabe que a vida é real e o tempo passa para todos.

"Não quero apenas ficar me admirando no espelho, isso não é amor, é narcisismo. Não posso ver em mim apenas um rosto bonito; um corpo bem feito; uma boca carnuda e sensual. Esta atração vai desfazer quando meu peito cair; quando minha bunda ficar quadrada e meus lábios murcharem com o tempo... Paixão passa rapidamente, preciso achar um mecanismo para levar esta paixão inicial ao amor prolongado e não apenas estacionar-me nela." (pg.47)

Conhece Klaus de uma maneira estranha e cheia de surpresas - um homem que a persegue em seus sonhos vestido de sapatos pretos e paletó marrom.  Um homem super romântico que com sua forma de agir e ser vai conseguindo mudar os pensamentos que Clarice tem sobre o amor. 
... e peguei o cartão que vinha dentro do ramalhete – “Lírios do Vale, significam, doçura, retorno à alegria, humildade, você completa minha vida; sou eu que terei um dia vivenciado esta expressão; obrigado por existir hoje pelos momentos agradáveis ao seu lado. Eu te encorajo hoje a me amar, porque eu... Já estou te amando...” (pg.86)

Conhece o amor em toda sua plenitude, “ Klaus me ensinava à linguagem do corpo. Com ele aprendi que meu útero falava, sentia e desejava.  

Vivem intensamente esse amor – brincando na chuva, no cinema,  no parque de diversões – nos lugares mais incríveis. Ele é portador  de uma doença em estado terminal. Clarice sente medo de viver a perda desse amor o que a faz deixá-lo.  Confusa não consegue saber o que deseja para sua vida e vive uma depressão que ora está com os pés no chão, ora vive um mundo irreal. É um total abandono entregando-se a maus tratos, não sentindo fome, sem sono, entregue a tamanha dor que não via outra escolha a não ser de se atirar de um penhasco.
Sem noção do tempo retorna a realidade e constata que esteve ao lado do amor de sua vida até o último suspiro. Viveram momentos inesquecíveis que deixaram lembranças incríveis de uma viagem de lua de mel , as pirâmides de Queóps e a energia contagiante de Klaus que ensinou a Clarice a essência da vida , a plenitude do saber, o caminho para a sua  libertação.

Em suas últimas palavras disse-lhe:
– Não esqueça; independente do que aconteça. Continue fazendo o seu melhor . . .  “ pg.165  

Clarice segue sua vida dedicando-se a realizar os sonhos de Klaus , a testar seus limites, a despertar o seu eu interior. Já de volta a sua rotina  se vê a frente de um trabalho voluntário junto a  crianças e jovens  portadores de deficiência que a impressiona e a envolve com seus enigmas e segredos.

Clarice sempre atrelada a regras para viver começa a se libertar disso buscando o bom senso, tentando alcançar o estágio onde vida e morte se confunde.  Ela queria voar.  A Estirpe alcança o seu vôo, o vôo da Paz, o sentido da vida, mas algo ainda faltou acontecer . 

Foi com esse pensamento que encerrei a leitura, sentindo que merecia uma continuação. Caminhos para libertação é o primeiro livro da trilogia O Voo da Estirpe.

Depois da leitura desse livro que narra uma história de amor tão cheia de sentimentos, revelações, experiências de vida confesso que foi impossível  não  chorar de uma forma tão sentida de não  conseguir conter as lágrimas.
A autora me surpreendeu com sua forma nua e crua de descrever os episódios e emoções que vive  a personagem. Soube levar com arte suas  diversas transformações que chegam a nos confundir , mas logo tudo se esclarece mostrando o talento que possui nos encantando com sua obra. Parabenizo a autora que nos faz  sentir orgulho de termos grandes talentos brasileiros.


VÍDEO DO LIVRO O VOO DA ESTIRPE
Um vídeo feito pela autora que disse : "Fiz por fazer,
e chorei, porque queria entrar no vídeo, rs."

Viram como está bonita a nova capa do O Voo da Estirpe? Aguardem que esse vôo não termina por aqui e em breve sairá  O voo da estirpe 2 / túnel do tempo. Esperamos voltar aqui para contar muito mais sobre as obras do Clube dos novos autores e aproveitem para fazer uma visita maravilhando-se com os textos que são postados.






# Resenha do livro " Não sou este tipo de garota" de Siobhan Vivian #



Hoje trago para vocês a resenha do livro "Não sou este tipo de garota" de Siobhan Vivian da Editora Novo Conceito.

Titulo: Não sou este tipo de garota
Autores: Siobhan Vivian  ISBN: 9788563219381
Selo: NOVO CONCEITO / JOVEM
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 248
Assuntos: FICÇÃO
 
“Na minha visão de veterana, a orientação aos calouros é uma perda de tempo colossal. Se fosse por mim, as coisas seriam bem diferentes. Somente três coisas seriam transmitidas aos garotos para que vivessem uma experiência de sucesso no ensino médio: fazer a lição de casa, usar camisinha e passar desodorante nos sapatos de couro. Por outro lado, ao aconselhar as meninas, diria que confiar em garotos é igual a beber e dirigir. O fato de se tomar uma ou duas cervejas nunca parece perigoso no começo. Mas para mim, era óbvio: por que alguém iria correr o risco? (...) Era o tipo de informação que poderia salvar a vida de uma garota (...) Momentos constrangedores tinham uma vida útil surpreendente na escola (...)” A vida é feita de escolhas, e Natalie Sterling se orgulha de suas decisões. Mas será que agora conseguirá escolher o caminho certo? Ainda continuará sendo o mesmo tipo de garota até a formatura? “Siobhan Vivian desafia as suposições sobre o sexo na escola e envia uma mensagem positiva sobre aceitação, perdão e amor.” Este era seu último ano do colégio. Entrar na universidade, ser presidente do conselho estudantil e passar todos os dias com sua melhor amiga era tudo o que Natalie havia planejado. Ela sempre foi estudiosa, a melhor da classe. Não era o tipo de garota comum na Academia Ross, pois se preocupava muito com sua reputação. Talvez até demais. Então, para sua surpresa, no início das aulas, uma caloura a reconhece por tê-la tido como babá anos atrás. Desse reencontro surgirão muitos acontecimentos em que Natalie será obrigada a fazer difíceis escolhas para os dilemas de sua vida no ensino médio, como qualquer adolescente. Seu último ano será repleto de decisões, indecisões, julgamentos e paixões, tornando-se inesquecível. Seus planos sofrem uma reviravolta e sua vida fica de pernas para o ar, tudo o que ela não desejava inicialmente.

A personagem principal desse livro se chama Natalie Sterling, uma menina estudiosa e que esta no último ano do ensino médio na Academia Ross. Seu objetivo no início do livro é ser a presidente do conselho estudantil. Ela é uma aluna, uma filha, uma garota exemplar e defende a idéia de que as meninas no colégio deveriam preservar sua reputação naquele ambiente hostil, onde qualquer deslize do sexo feminino poderia ser fatal.

Controladora e possessiva, Natalie só acredita no que é certo e errado do ponto de vista dela, não conseguindo perceber o quanto seu comportamento prejudicava a todos em sua volta, inclusive a ela mesma. Sua melhor amiga, Autunm, sofre um pouco com isso, pois ao contrário de Natalie, no passado teve uma desilusão amorosa e foi alvo de comentários maliciosos no colégio, além de ser rejeitada por suas amigas na época. Foi a partir desse acontecimento, que as duas se aproximaram mais ainda e consequentemente a amizade fortaleceu.

No primeiro dia de aula, Natalie reconhece uma caloura de quem ela já foi babá há alguns anos atrás chamada Spencer. A menina agora com seus 14 anos e com um corpo escultural, mostra para Natalie que ela não é mais aquela criança que um dia ela cuidou e sim uma mulher cheia de desejos e vontades. Spencer acha que as meninas não deveriam ter vergonha de expor o que querem e deveriam ter os homens aos seus pés. Por esse motivo ela se mete em várias confusões sempre sendo amenizadas por Natalie, que acredita que um dia a menina irá tomar juízo. 
 
O que Natalie não esperava é que no meio dessa turbulência, a mesma iria se apaixonar justamente por Connor, um popular jogador de futebol do colégio e desejado pela maioria das meninas, inclusive por Spencer. Os dois começam a ter um romance secretamente e a partir desse momento muitas mudanças acontecem na vida de Natalie e ela começa a repensar sobre suas atitudes e comportamentos, inclusive "qual o tipo de garota que ela é" de verdade. 
 
"Autumn pegou na minha mão. - Viu? A melhor coisa em se tomar decisões erradas é que isso não a proíbe de acertar depois. É mais difícil, mas não é impossível." (página 239)
Particularmente, achei o livro bom e a autora, Siobhan Vivian (xará rss) soube abordar assuntos sobre amor, amizade, sexo, adolescência e medos dessa fase de um jeito leve e peculiar. A discussão também sobre alguns tabus torna-se a trama interessante e nos faz analisar sobre problemas enfrentados pelas mulheres que são muito comuns em nossa sociedade.  A personagem principal muitas vezes exagera na maneira de pensar e agir, porém tem momentos no livro que eu concordei com algumas atitudes e pensamentos, principalmente pelo lado feminista dela. A amiga, Autunm, é um personagem bem realista de uma menina que busca passar uma borracha no seu passado e fazer um novo presente e futuro. Spencer é uma menina que não tem vergonha de ser quem é e totalmente destemida. Connor é um menino fofo e que conquista Natalie e todas as leitoras do livro. 

Além da leitura leve, a capa e a diagramação do livro estão perfeitas! Como sempre a Editora Novo Conceito está de parabéns pelo excelente trabalho com suas publicações. 

Como sou boazinha, coloco abaixo para vocês um booktrailer do livro:












 

"Aleska do Diários de Bordo fala de sua Paixão sobre Mitologia




Esta é a nossa convidada Aleska  do blog Diários de Bordo.  Como ela mesmo diz : "Sou uma espectadora silenciosa postada numa janela, uma menina curiosa que observa e espera. Uns dizem que vejo a vida passar que eu devia mais é aproveitar, ser mais como os outros e relaxar...."   Querem saber mais sobre ela clique aqui .

Hoje ela vai contar para nós um pouquinho sobre a sua paixão sobre Mitologia, mas essa será a primeira de muitas que virão por aí.



Minha paixão por Mitologia.


Meu primeiro contato com a Mitologia grega foi aos 4 ou 5 anos quando passava na extinta rede Manchete o anime Cavaleiros do Zodíaco. Naquela época meu maior sonho (junto com ter um irmãozinho mais novo) era virar a deusa Atena. Cheguei a rezar por isso. Sinto pena da comissão celeste responsável pelo atendimento das preces. Já fiz muita oração louca. Voltando a vaca fria, depois desse anime, a Grécia era o local que sempre desejaria visitar.


O fim do anime me decepcionou. A emissora faliu, mas enquanto deu pra enrolar ela só sabia passar aquelas propagandas chatas do polishop ou aqueles animes que eu odiava na época: Shurato, Yu Yu Hakushô, super campeões e muitos outros.
Hoje em dia não entendo porque eu gostava de cavaleiros e detestava YUYU, (YuYu Hakushô forever in my heart!), mas enfim,com o tempo esqueci desse anime, mas a paixão pela Grécia continuou. O jornal O Globo de vez em quando lançava uma série de fitas VHS de desenhos que meus pais costumavam comprar pra mim e pro meu irmão, e uma dessas vezes veio um desenho do Odisseus. Nem precisa falar que eu adorei né? No canal SBT também passava os seriados da Xena e do Hércules, e de vez em quando também passava filmes sobre o mito de Jasão e Odisseus, que eu sempre tentava não perder.    

Aos 8 anos, eu li um livro de mitologia quase todo. Meu irmão tinha conseguido emprestado do professor de História dele, mas como o livro ficou rolando por aí eu me aproveitei e li. Eu achei que Zeus era um cafageste e me confundi com a sexualidade de Apolo, que por vezes se apaixonava por mulheres e por outra se apaixonava por garotos, ao exemplo de Jacinto, se é que os anos ainda me permitem lembrar corretamente o nome do rapaz. No geral eu adorei o livro. Atena ainda era minha "ídola" só me decepcionei quando descobri que ela não queria casar, mas hoje em dia vejo o quão forte ela era por defender a opção de sua castidade. Ela se equiparava aos homens por sua inteligência e se mantinha livre por não se submeter ao casamento. Conheci também Ártemis, a deusa da caça que também prometera virgindade eterna e transformava caçadores em suas presas se a vissem nua. Eu até que gostava dela, mas é do tipo recalcada na minha opinião rss.

Aos 15, recebi um livro de História Geral de um amigo da minha mãe. O livro ficou emprestado aqui em casa por 1 ano e eu só consegui ler o capítulo sobre a Grécia. Já tinha dado na escola essa matéria, mas só conhecia conceitos básicos como a democracia e cidade-Estado. O livro me ensinou que os gregos amavam a moderação e não viviam para a produção em grande escala, como acontece hoje em dia. Os ricos tinham a obrigação de contribuir com seus emolumentos para a manutenção da cidade.

Parecia um verdadeiro paraíso para mim, ao menos até entrar na faculdade e descobrir que a democracia não era assim tão justa, que os ricos realmente eram mal vistos se esbanjassem seu dinheiro, mas isso não queria dizer que não o faziam. Descobri também que as mulheres tinham uma péssima condição de vida, e eram vistas como um mal necessário na vida dos homens. Sem falar que ao ler as obras de Homero, vi que os pobres eram vistos como a personificação dos vícios, e só os ricos podiam ser heróis, pessoas bonitas e de grande virtude e honra.

No fim descobri que os gregos/acaios/helenos (na faculdade também descobri que gregos era um nome genérico que os romanos davam para povos de várias cidades que cultuavam mesmos deuses) eram misógenos, machistas, injustos e pouco democráticos (já que a democracia era só na cidade de Atenas). No fim, a única coisa que gosto ainda são os mitos que eles criaram. Dentre eles, o que mais gosto, é sem sombra de dúvida Eros e Psiquê.

Essa História é sobre uma princesa que por ser muito bonita sua mãe teria superestimado sua beleza comparando-a à Afrodite. A deusa enfurecida ordenou que Psiquê se casasse com um monstro que vivia na colina, e pediu ao seu filho Eros se encarregasse de fazer com que psique se apaixonasse pela fera. O problema é que Eros, ou cupido como conhecemos, se feriu com a própria flecha encantada e apaixonou-se por Psiquê. Isso com certeza contribuiu para que o futuro de Psiquê fosse melhor. Eros a levou para o próprio castelo numa colina e só aparecia para ela de noite com as velas apagadas. De dia tudo o que ela queria lhe era servido por escravos invisíveis. Tudo ía bem dessa forma, até que as irmãs de Psiquê, morrendo de inveja lhe aconselharam a ver o rosto do esposo, porque ela podia correr algum risco de vida se ele fosse um monstro.

Psiquê fez exatamente o que suas irmãs tinham lhe aconselhado. Só que quando viu seu esposo se deparou com o rosto lindo de um rapaz adormecido. Ficou desconcertada e tentou apagar a vela antes que ele acordasse, só que acabou queimando-o com a cera da sua vela. Magoado com a desconfiança da esposa, Eros foi-se embora para o olimpo, onde sua mãe o curaria. Psiquê também foi atrás de Afrodite, mas esta não queria perdoar, queria fazer Psique pagar pelas ofensas de sua mãe e a que cometeu com seu filho. Eram sempre tarefas impossiveis de serem cumpridas, mas em cada uma, a heroína recebeu ajuda e conseguiu completar as tarefas. Apenas a ultima que era ir ao Tártaro, o mundo dos mortos, buscar a beleza eterna de Perséfone (a esposa do Hades, deus do mundo inferior) é que ela fracassou. Curiosa quis saber como era a beleza de uma deusa e pegar um pouquinho para si. Só que ela caiu em sono profundo. A esse meio tempo, Eros já tinha se recuperado da queimadura e foi procurar sua esposa. Quando a viu caída ao chão pousou na terra e prendeu o presente de Perséfone de volta na caixa. Psique completou sua tarefa, e mais tarde Eros a levou ao Olimpo onde obteve permissão para dar-lhe ambrosia e torná-la imortal. Alguns dizem que foram pais de Volupia, que significava prazer. É engraçado o nome do filho deles ser logo este, porque o significado de Eros é amor e de Psiquê é alma.

O que não gosto sobre os mitos, são as adaptações fracassadas que os cineastas estão fazendo deles hoje. Eu não me importo com adaptações, tipo quando fizeram o conto da Cinderela contemporânea ou de Romeu e Julieta em "Romeu tem que morrer". O que eu não gosto é quando mudam o mito. No último Duelo de Titãs, assumiram tanto o lema :"eu faço meu destino" que o personagem principal se apaixonou pela mulher errada, que eu nem me lembrava de ter visto em qualquer outro mito. Acho que vivi demais os anos noventa para gostar desses heróis marrentinhos e pouco humanos tipo Vin Diesel. Ao menos nos meus preciosos mitos! Acho que só se salva o livro de Percy Jackson e os olimpianos, mas mesmo assim só o livro porque a adaptação pro cinema foi um lixo. Odeio americanos na adaptação de livros pro cinema! Só sabem fazer efeitos especiais. A atuação é sempre fraca.
 
Enfim, hoje quis postar sobre uma coisa muito importante pra mim e reclamar um pouquinho do que tem se feito com ela por aí.

http://diariosdebordo-2.blogspot.com/2012/01/minha-paixao-por-mitologia.html




Obrigado Aleska por ter aceitado o nosso convite e esperamos que volte mais vezes em nossa Saleta de Leitura com suas histórias fabulosas cheias desse amor, dessa paixão que só vem a dar mais vida aos seus personagens.



Aleska leve esse mimo como lembrança deste momento especial em nossa Saleta.


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