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Resenha do livro "Herdeiro do Cálice Sagrado" psicografado por Maria Nazareh Dória - Editora Lúmen




Sinopse
Carlos seguiu a vida religiosa e guardou consigo a força espiritual do Cálice Sagrado. Quem seria o herdeiro daquela peça especial?
Hideo, um jovem oriental, chega ao Brasil para construir uma nova vida. Aqui conhece Maeva, uma brasileira, e com ela tem três filhos: Marcos, Simone e Carlos. É uma linda família.
Com o crescimento profissional, Hideo proporciona uma vida maravilhosa à mulher e aos filhos. Marcos forma-se em Engenharia e Simone em Veterinária. Carlos, o caçula, abandona seu curso de Medicina e segue o sacerdócio.
Mas a vida de Hideo vai passar por transformações. Simone e Marcos se casam e vão morar fora do país. Maeva, a esposa querida, desencarna, e Hideo, tempos depois, viúvo e desconsolado, acaba se interessando por Maria. Com ela dá início a uma nova fase em sua vida e conhece a doutrina espírita.
Marcos, o filho, também fica viúvo e conhece Bruna, que já tem um filho: Eduardo. Assim que conhece o menino, Hideo sente grande afinidade por ele e surge uma grande ligação entre ambos.
Passados todos esses anos, a batalha agora é descobrir quem é o herdeiro do Cálice Sagrado, o maior instrumento de trabalho de Carlos, o filho que seguiu a vida religiosa, e onde estava concentrada toda a riqueza de sua alma. Que mistério continha aquele cálice? Que força espiritual ele trazia anos depois de muitas idas e vindas?
Neste romance, o espírito Helena, pela psicografia de Maria Nazareth Dória, nos traz grandes emoções e suspense, e nos mostra que as sementes familiares que guardamos dentro de nós podem brotar em qualquer lugar. Mas serão sempre sementes de nossa família. Resta serem regadas com amor, carinho e ternura.  

Auto: Maria Nazareh Dória (psicografado)
Editora : Lúmen
Edição 1 / Ano 2012
Nº de Páginas: 328

  
Este romance espírita conta a história da família que Hideo fundou no Brasil na época da imigração japonesa. Ainda jovem, o progenitor veio ao Brasil para “fazer a América” devido a um período conturbado no Japão de crise e fome.

Hideo tem três filhos a quem decide chamar de Marcus, Simone e Carlos. A família desse japonês é de fazer inveja em muitas brasileiras que conheço, por causa da união entre seus integrantes, e a harmonia do lar. Eles passam por momentos difíceis, mas sempre superam e se mantém firmes. No entanto, um grande segredo irá enfraquecer os laços de sangue e testará os laços espirituais dos dois filhos de Hideo.

O drama acontece por causa de Bruna: o primeiro amor de Carlos. Provavelmente por uma questão cármica, o destino separou os dois antes mesmo que eles dessem vazão aos seus sentimentos.  Afastados por anos, Carlos resolve tornar-se padre, movido de sincera compaixão e vontade de fazer o bem ao próximo como se fosse ao Cristo. Porém, como o destino é um kinder ovo, que vem sempre com uma surpresa, Carlos re-encontra Bruna num momento muito difícil para sua família, e sua nova fé sofre duras provações.

Agora, partindo para minhas impressões, confesso que simpatizei com os personagens, e com os temas abordados. A divulgação da cultura japonesa é um deles, mas também nos faz pensar se devemos escolher entre nossa vocação e as pessoas que gostamos e sobre o celibato e a vida em clausura. Na minha opinião, se escolhemos uma vocação, temos que escolher pessoas para nos apoiar e não nos censurar e querer que façamos outra coisa da vida. Porém, como nem todas as situações são simples, e a de Carlos e Bruna é bem complicada, é melhor deixar para o destino resolver.

Como já disse, é um livro rico em temas para reflexão, mas é muito mal desenvolvido. Os livros espíritas normalmente têm uma linguagem clara e são bem didáticos, e este romance não foge a isso, porém, a narrativa é muito corrida, e cenas importantes acabam não tendo muito destaque. A autora fica simplesmente contando vários acontecimentos distantes no tempo ,como se sucedessem ao fato anterior imediatamente, mas entre um e outro passam-se meses. Sem falar que uma das partes mais importantes da leitura fica apenas com o B A-BA!

Não diria que é totalmente ruim, mas já li romances desse estilo melhores. Sem falar que achei meio errado só colocarem a culpa no padre. Todo mundo agiu errado, tanto Bruna que foi procurar o padre achando que ele devia largar tudo por ela, quanto o padre que errou junto com a ex-paixão de adolescência, quanto Marcos que passou a odiar o irmão por medo de sua esposa continuar gostando de Carlos. Sem falar que o excesso de humildade do padre beira à miopia. Admiro quem consegue enxergar o erro dos outros e perdoá-los, mas transferir a culpa dos outros pra si é muita tortura e masoquismo.

No fim, eu acho que o padre apenas seguiu sua intuição sobre o que ele lembrava ser sua missão. Quer dizer, todo espírito antes de re-encarnar traça um plano para sua nova vida,  e acho que devia ter alguma questão de outras vidas anteriores que fez Carlos desistir de Bruna, para que ela resolvesse algum problema com Marcos. Só que essa é a minha teoria, faltou nesse livro a explicação dos espíritos para todos esses fatos.

Para terminar, recomendo essa leitura para os fãs da literatura espírita lerem no ônibus, já que é bem fácil acompanhá-la.


Avaliação 2 - Regular

 
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