Autor: Emily Bronté´
Capa edição ano 2009
Editora: Leya/ Lua de Papel
Número de Páginas: 292
Sinopse
Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão
devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e
cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do
que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e
vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou
Heathcliff", diz a apaixonada Cathy.
O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor
mais surpreendentes de todos os tempos, O Morro dos Ventos Uivantes é um
clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares
de pessoas, incluindo os belos personagens de Stephenie Meyer.
"Certo é que ali em cima sopra um
ar puro e salubre em qualquer estação. A força com que o vento norte
passa por aquele cimo é provada pela excessiva inclinação de alguns
enfezados abetos plantados num extremo da casa e por uma aléia de magros
espinheiros, que estendem os galhos de um lado só, como se implorassem
uma esmola de sol. Felizmente o arquiteto teve o cuidado de fazer uma
construção sólida. As janelas estreitas estão profundamente cravadas na
parede e as esquinas protegidas por largas pedras salientes." (BRONTE: 1982, pg. 8)
Sempre acho difícil falar sobre esse
livro, mas não é difícil dizer que Emily Bronte é brilhante, com sua
escrita solida, ela conta uma história densa e complexa cheia de
violência, paixão e tragédia com uma carga emocional enorme que chega a
assustar, mas que não esquece de cativar quem ler, ou pelo menos a mim
cativou.
É um livro que suga o leitor
para dentro de si, um livro que das duas vezes que li me tirou do calor
do sol e me jogou dentro de uma charneca, no meio do vento, do inverno e
do inferno emocional que é a vida de alguns personagens da história
desse livro.
Em minha opinião é uma história
sem heróis e sem vilões, ou onde o vilão é o herói, sei lá, no meio do
texto me pego totalmente condoída pela dor de um homem cruel e
sanguinolento como Heathcliff e torcendo para ver o fleumático Linton
indo para o inferno, embora também sinta muita pena dele... Meu Deus, a
pena é o sentimento mais triste que alguém pode sentir... Sinto pena de
Linton e compaixão por Heathcliff e me sinto perdida, enquanto penso
onde deixei minha moralidade cristã rsrsrs!!!
Mas, por mais cruel que
Heathcliff seja, a mim ele parece eternamente um menino roubado e um
homem perdido e isso sempre me deixa triste, não consigo ficar
indiferente as dores dele, mesmo achando que ele de coitadinho não tem
nada, sendo eu Nely faria o impossível para ajuda-lo e protege-lo até o
limite de minha força, acho sempre imperdoável a forma como ela não se
liga a ele, mesmo tendo visto ele crescer, tendo cuidado dele durante
uma doença. Como alguém pode ser tão indiferente a uma pessoas que ela
viu crescer? Se fosse um desconhecido acho que a atitude dela seria
facilmente justificada, mas em se tratando de alguém que deveria ser tão
próximo penso que ela era uma mulher fria...
Já Catharina, "fala sério!", ela
não é poço de virtude, está longe de uma heroína romântica “pálida e
pálida, amorosa e mole”, a mulher é o cão, um gênio ruim capaz de
atormentar qualquer um, mas ao qual eu também não consigo ficar
indiferente. Como poderia ficar indiferente a alguém tão fiel a seus
afetos ao ponto de ser capaz de morrer de amor?!?!?!
De resto, a história não tem
muito lirismo romântico e, na minha opinião na especializada, trata-se
de um conto um tanto sombrio, complexo, triste, mas que se completa com
um final feliz onde um casal, politicamente correto, descobre o lado
menos lodoso e sombrio da charneca... aos personagens de moral mais
duvidosa resta a morte, o que me lembra que afinal de contas "a única
conclusão é morrer"!
Referência:
BRONTE, Emily. O morro dos ventos uivantes. São Paulo: Abril, 1982.
P.S.: Pensei que essa postagem fosse de rosca, já faz mais de dois meses
que ela está escrita, havia me esquecido dela, mas fatores externos me
trouxeram ela a memória... e lá vai... como não sou especialista em
literatura, deixo apenas minha impressão sobre as obras que gosto...
Confira um teaser trailer da nova adaptação cinematográfica de O Morro dos Ventos Uivantes, romance de Emily Brontë. Dirigido pela premiada diretora britânica Andrea Arnold (Fish Tank, Red Road), o filme vem de uma bem elogiada carreira em festivais como Veneza e Toronto.
*Postagem da Colaboradora *