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" ESPECIAL DE JANE AUSTEN - 6ª E ÚLTIMA PARTE " by Pandora


Especial jane Austen - Orgulho e Preconceito
e o "Felizes para sempre"!

by Pandora


Bem, está é a última postagem do Especial Jane Austen, uma pena e ao mesmo tempo uma alegria!

Foi um prazer juntar pessoas queridas e fazer essa brincadeira literária acontecer aqui!


Aleska, Ana, Bruna sou muito grata as três e a todas as pessoas que estiveram aqui, leram, comentaram, se encontraram com Austen e conosco!

Na minha opinião o melhor da blogosfera são os encontros que ela pode proporcionar e blogar é sinônimo de se encontra! Foi um prazer me encontrar com cada um de vocês para falar de Austen e seus livros maravilhosos. Espero que continuemos a nos encontrar por aqui de todas as formas possíveis \o/
  
E falando de encontro, meu primeiro encontro com Jane Austen aconteceu em uma biblioteca publica, eu estava fuçando na estante de literatura inglesa, o livro estava bem ao lado do "O morro dos ventos uivantes" e eu olhei para um olhei por outro, decidi abri o de Austen e o primeiro paragrafo já me arrancou um sorriso:

"É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro na posse de uma bela fortuna dever estar necessitando de uma esposa.
Por muito pouco que sejam conhecidos os sentimentos ou o modo de pensar de tal homem ao entrar pela primeira vez em uma localidade, essa verdade encontra-se de tal modo enraizada ao espírito das famílias vizinhas que ele é considerado como propriedade legítima de uma de suas filhas."
(AUSTEN, 2007, 13)



 Eu sempre tive um certo apego ao bom e velho sarcasmo, então me acabei na leitura desse livro, quando vi Darcy pela primeira vez pensei, esse cara vai pegar em bomba com Lizze :) #DitoeFeito
 
A forma como Jane narra a história de amor entre o rico proprietário de terras, orgulhoso de suas origens, mas nobre de coração pela moça inteligente, mas pobre e ainda cheia de irmãs menores um tanto quanto mal educadas não se tornou celebre nos  últimos 200 anos a toa.
 
 
 
Trata-se de uma narrativa muito franca e bem humorada, os personagens são postos inteiros aos nossos olhos, nós os observamos e caminhamos com eles... Vemos os seus caminhos, nos revoltamos, nos apaixonamos... Lembro da primeira vez que me identifiquei com Elizabeth Bennet e me apaixonei por  Mr. Darcy! Foi um bom tempo, tempos de sol, de leituras livres, de adolescência...

As vezes penso que quando Austen escreveu esse livro ela queria construir exatamente isso, um tempo e um lugar onde sempre houvesse sol, luz, irmãs barulhentas, mães destemperadas, dramas solucionáveis... uma menina insolente se transformando em uma dama, um sapo orgulhoso se transformando em príncipe e todos vivendo juntos um longo e maravilhoso...
... Felizes para Sempre...
 
 
 
 
 
 
 
Especial postado no Em Quantos

" ESPECIAL DE JANE AUSTEN - 5ª PARTE



Especial jane Austen - Bailes na Época de Jane Austen!

by Bruna tavares


Os bailes eram fundamentais para a sociedade da época da Jane Austen e podemos notar isso em seus livros. Em uma época em que não havia muitas distrações além de visitar parentes e visinhos, jogar cartas ou bordar, não podia existir nada mais empolgante do que um baile.

Para as jovens sonhadoras, um baile representava mais do que simples diversão. Era o momento mais oportuno para encontrar bons maridos. A dança era a melhor, e muitas vezes a única oportunidade que tinham para conquistar a afeição de alguém, já que eram essas as únicas ocasiões em que elas podiam conversar e ter algum tipo de contato físico com os rapazes.

Jane podia ver isso em seu cotidiano e descrevia em seus livros e em suas cartas à irmã Cassandra. “Imagine você tudo de libertino e chocante na maneira de dançar e sentar-se juntos” escreveu à sua irmã, referindo-se a seu comportamento com Thomas Lefroy em um baile. Entendem porque suas personagens ficavam tão empolgadas com os bailes? Em que outra ocasião poderia uma jovem do final do século XVIII fazer algo tão ‘chocante’!?
 
A dança comum na época (séculos XVIII e XIX) era a Contra Dança (inglês: Country Dance, francês: Contredanse). A Contra Dança é um estilos em que casais dançam em duas linhas opostas de duração indeterminado.


Achei este vídeo que mostra a Contra Dança de uma forma simples de se entender: 



 
 
Cena de Orgulho e Preconceito:
 
 
 
 
 
 
Especial postado no Em Quantos

"ESPECIAL JANE AUSTEN - 4ª PARTE "





Especial Jane Austen : Mansfield Park !

by Aleska



Jane Austen é uma romancista nascida em meados do século XVIII. Segundo a Wikipédia ela nasceu na época de surgimento da burguesia, classe que por não ser educada com os livros clássicos interessava-se por romances, cujos autores em sua maioria eram mulheres.



Escrevê-los era uma das únicas formas de uma mulher conseguir independência financeira. Jane foi uma dessas que correu atrás de sua emancipação para não ter que casar com qualquer um ou virar uma solteirona sem teto, como era de costume na época, pois mulheres não herdavam imóveis de seus pais. Era contra a lei de herança, esta seguia a linhagem patriarcal.
As fãs de Jane costumam dizer que sua escrita era revolucionária por desafiar as estruturas da sociedade, mas em Mansfield Park vi que a crítica se limita à atenção dada à educação das mulheres e sobre o papel que elas tem, além de questionar aspectos morais. Geralmente ela trabalha esses aspectos em suas histórias, com a exceção e a regra personificadas, ou seja, o que é e o que deveria ser com personagens de caráter antagônicos.

Nesta história, Fanny Price é adotada pelos tios, pois sua mãe não tinha como sustentar os 9 filhos. Foi criada com as primas, mas devido ao desprezo recebido destas, e de sua tia Norris, era lembrada sempre que vivia de favor, cresceu humilde e cheia de valores morais que seu primo Edmund teve a liberdade de cultivar por causa da paixonite que ela sentia por ele.

Suas primas Maria e Julia representam a regra da educação feminina da nobreza: falam francês, entendem geografia, bordam, costuram etc etc mas que não possuem um pingo de sentimentos nobres ou moral. São egoístas e mimadas e acabam fugindo com homens para o escândalo e vergonha de sua família. Enquanto isso Fanny, e mais tarde também Susan Price (irmã mais nova que Fanny leva para a casa dos tios, depois de uma fracassada tentativa de reaproximação com seus pais biológicos), mostram o ideal Austeniano de mulher inteligente e com valores, que a educação iluminista de até então não se importava em produzir.
Jane se mostra nesta história muito favorável à religião, o que me sugere um certo conservadorismo que talvez decepcione alguns, mas eu adoro rss. Hoje em dia as pessoas querem ser modernas demais e não aceitam regra nenhuma, mas acho justo essa coisa da autora em retomar a necessidade dos valores morais, da união da família e o exemplo dos pais para a formação de moças com a cabeça e o coração no lugar.

Quem dera que hoje em dia os pais dessem valor às suas palavras! Evitaríamos de ver nossas amigas e parentes que viraram "piriguetes", sofrer com o pouco caso masculino. Moral parece coisa do passado, e parece uma coisa que serve para sufocar as pessoas, mas acho que poderia ser uma coisa para consolar se fossemos criadas para ter juízo. O mesmo acontecia na época de Jane.
Em Mansfield Park vemos o florescer de Fanny Price, uma tímida garotinha com um lindo coração, que cresce sofrendo e se molda de uma forma tão perfeita, que não há mais palavras de critica a sua personalidade no fim. Ela casa com seu primo mais novo, fato que era seu maior sonho, e supera todas as mágoas causadas pela paixão dele por Mary Crawford. Tal pessoa era uma frívola jovem que se apaixona por Edmund também, mas que não sabe respeitar a vocação do amado. Durante a história os dois tem verdadeiros arranca-rabos com ele para convencê-lo a de se dedicar a um trabalho com mais status quo na sociedade, para que ela não tivesse vergonha de ser sua esposa. Ela chega a desejar a morte de seu irmão mais velho para vê-lo com outras responsabilidades que lhe impedissem o sacerdócio.


O irmão de miss Crawford, Henry Crawford, é um homem de pouca moral que se diverte fazendo garotas se apaixonarem por ele, para depois desprezá-las. Ele tencionou fazer isso com minha querida Fanny Price, mas para azar dele, ela já amava o primo e ela havia visto a falta de caráter de Henry ao fazer as duas primas se apaixonarem por ele e fingir depois que nada acontecera. O cara teve ainda mais azar quando se descobriu apaixonado por Fanny. Ela o recusou, mas ele continuou insistindo indo pedir sua mão ao tio, lord Bertram. O fato é que o cara era guiado pelas vaidades. Quando encontrou Maria Bertram, que agora era a senhora Rushworth, ficou balançado porque ela lhe ignorou totalmente.
Fanny deu graças à Deus quando seu caráter foi exposto, apesar de lamentar muito o destino da prima, com a qual nunca conseguira estabelecer amizade. Mesmo assim, sentiu pena de Maria, pois o carma deste seria viver o resto de sua vida tendo apenas por companhia sua tia Norris, pessoa de difícil trato e muito maldosa.
Gostei bastante deste livro e recomendo sinceramente a todas amantes de histórias fofas.
Um forte abraço!
Aleska Lemos.



Especial postado no Em Quantos
(adaptado)

# ESPECIAL JANE AUSTEN - 3ª PARTE #





E quando o livro vira filme?





Faz muito pouco tempo que eu comecei a minha vida com os filmes, tirando os da Seção da Tarde nas férias de Julho e Janeiro eu raramente assistia muitos filmes, na minha casa não tinha video cassete e cinema nem em sonho porque a minha religião proíbe (eu juro que é verdade não é  piada)
Mas, por motivos que eu ignoro, afinal meu pai detesta assistir filme, um belo dia  ele adquiriu a tecnologia do DVD (eu desconfio que foi para poder dizer com enfase: "Pra que você quer ir ao cinema?, mas isso já é mania de perseguição), eu me tornei uma pessoa digitalizada e assalariada, esses elementos  mudaram minha vida em relação aos filmes \o/.
 
A internet coloca o mundo aos nossos pés ou melhor olhos, o DVD possibilita ver em casa o que já saiu no cinema e o salário, essa coisa maravilhosa, é o céu... Com ele eu descobri o cinema!!! Táh o pastor continua dizendo que é pecado (isso não é brincadeira), mas já dizia Terry Pratchett:

"O salário do pecado é a morte, mas a remuneração da virtude também. E o mal pelo menos vai mais cedo para casa às sextas-feiras."
(Terry Pratchett, Quando as bruxas viajam, palavras de Tia Ogg)
Táh eu sei que alguns amigos meus vão amar essa citação, mas eu acho que exagerei um pouco com ela, não é pra tanto, não teve graça!!! Porém depois que eu fui ao cinema morta de medo de cair fogo do céu e me consumir junto com a sala toda (a parte do fogo é piada) descobri que o cinema é maravilhoso! Eu adoro, é lindo... é arte e não tem como ser pecado.
Descobrir também que quando o livro vira filme nem sempre é uma experiência feliz... O filme é sempre diferente do livro, o texto de um roteiro não é o texto de um romance... O filme tem uma forma de contar as histórias muito diferente da forma de um livro...
 
O livro é essencialmente você, suas experiências e o autor e as experiências que ele quer contar. O filme é você, suas experiências, as experiências do roteirista, direção de arte, diretor, atores... o diabo a quatro e todo o povo junto... É muita estática... Dificilmente uma adaptação vai ser fiel 100%.
Claro existem adaptações felizes, muitooo felizes e infelizes e muitooo infelizes... As adaptações dos livros de Jane Auste que eu vi até aqui, todas gestadas na última década do século XX, foram felizes... Eu amei Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade, embora goste mais da adaptação de O & P,  também amei a da Abadia de Northanger, achei super fofo!

Algumas adaptações não tenho coragem de ver, o filme O amante de Marguerite Duras é um exemplo, porque morro de medo dO amante do filme não corresponder ao do livro que li tantas vezes entre os 15 e os 18. Outras eu não tenho a minima curiosidade como a de Insustentável Leveza do ser de Milan Kundera, nunca vi ninguém elogiar o filme e li que o próprio autor não gostou... #Trágico
No último post como associei algumas imagens do filme a resenha do livro Razão e Sensibilidade as pessoas esboçaram seu contentamento ou descontentamento em relação ao momento em que o livro virou filme, foram opiniões tão legais que decidir seguir esse rumo nesse post.



Especial postado no Em Quantos
(adaptado)

# ESPECIAL JANE AUSTEN - 2ª PARTE #





Costumo dizer “Jane Austen é Jane Austen”, simplesmente isso, porque não há muito mais a dizer além disso. Austen é uma escritora única, com um dom ímpar para definir e diferenciar suas personagens através das suas personalidades.

Um exemplo claro que tenho é o primeiro grande diálogo de “Razão e Sensibilidade”, entre John Dashwood e sua esposa. Numa simples conversa é possível perceber a tolice do marido e o modo fácil com que sua esposa o manipula, mostrando duas personalidades bem distintas e o modo que uma se sobrepõe a isso. Um diálogo que me fez reconhecer a verdadeira beleza do modo de escrever de Jane Austen
.



O diálogo em questão trata dos esforços de uma esposa egoísta tentando convencer o marido a não dar ajuda econômica às suas meias-irmãs e à madrasta, agora pouco afortunadas após a morte de Henry Dashwood, seu pai. A falta de simpatia da esposa de John Dashwood, Fanny, faz com que a Sra. Dashwood faça o possível para mudar-se o mais rapidamente possível com suas filhas, Elinor, Marianne e Margaret. E eis aqui outra particularidade do livro: o fato de quatro mulheres virarem-se praticamente sozinhas numa sociedade que tinha a figura paterna muito poderosa em uma família.



Um dos pontos mais fortes do livro, a meu ver, é o balanço entre as personalidades das irmãs Elinor e Marianne. A primeira é controlada em todos os sentidos, atenciosa e preocupada com o bem estar de todos, especialmente os de sua família. Já Marianne é motivo de muitas queixas da irmã mais velha por deixar-se levar pelas emoções do momento, pelo romantismo e, talvez, apego um pouco egoísta aos seus sentimentos, ignorando, por vezes, os que a cercam. Eis aí então a clara explicação do título do livro.



Diferentes situações acabam por fazer as duas irmãs olharem uma a outra de modo diverso e, especialmente, perceberem suas próprias falhas. Um excelente livro que, como é costume de Austen, tem diferentes personalidades em seu enredo, personalidades estas que não são descritas pela autora, mas mostradas de modo a serem facilmente percebidas e, especialmente, distinguidas pelo leitor. Um livro verdadeiramente de Jane Austen.

___________________



Ana, obrigada por sua linda participação no Em Quantos! É muito bom fazer parceria com pessoas como você!


Algumas das imagens que ilustram esse post são do filme "Razão  e Sensibilidade" de 1995, com Emma Thompson, Alan Rickman, Kath Winslet e Hugh Grant, filme ganhador de 7 indicações ao Oscar. E se você leu essa resenha e ficou com vontade de conhecer um pouco mais dessa história, deixe junto a seu comentário  que teremos satisfação em respondê-lo.







Especial postado no Em Quantos
(adaptado)
 

" ESPECIAL DE JANE AUSTEN " - 1ª PARTE





by Pandora

As vezes tenho a impressão que Jane Austen é uma das autoras do século XIX mais amadas entre as meninas, bem se a impressão não se confirma, ao menos sei que ela é uma das minhas autoras favoritas!


Darcy é um caso de amor, Edward então nem se fala. Li Orgulho e Preconceito umas trocentas vezes, Razão e Sensibilidade nem se fala...

E os filmes.... O cinema decididamente não despreza os Austerianos, são inúmeras as adaptações feitas para o cinema baseadas em sua obra, afinal ela é provavelmente a mãe ou a avó da comedia romântica... A formula que ela criou em seus romances é copiada a torto e a direito de formas lindas, ou não, quase sempre com sucesso.


A BBC é outra que se farta em Jane Austen, suas séries são consumidas e são tão bem feitas que os fãs e as fãs se fartam nele, eu mesma tenho minha coleção quase completa, que, levando em conta que sou educadora infantil emprego bem mal  remunerado, infelizmente, custou-me uma pequena fortuna e constitui-se meu tesouro particular.
 Se você também é fã de Austen ou tem curiosidade de conhecer um pouco mais sobre a autora este especial que foi postado no Em Quantos que em parceria com a Aleska do Diários de Bordo , a Ana Seerig do Alguma mais para ti ler e a Bruna Tavares do Descobrindo Jane Austen , preparamos umas postagens especiais sobre a autora.

Agora companheiros de virtualidade, me contem: vocês gostam de Jane Austen? Qual o seu livro preferido? Já assistiram algum filme baseado na obra da autora? O que acharam? E sim, qual o autor preferido de vocês? Qual o livro preferido? E quando ele foi adaptado para o cinema o que vocês acharam?


Especial postado no Em Quantos
(adaptado)
 
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