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[Cine Saleta ] Resenha O Jogo da Imitação


 O Jogo da Imitação (The Imitation Game) é um drama, lançado em 21 de novembro de 2014, baseado na vida de Alan Turing, um gênio matemático que liderou um grupo de pessoas na busca pela vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, o que parecia algo muito distante devido a uma máquina usada pelos alemães de nome Enigma. Esta equipe tinha como objetivo solucionar os enigmas de tal intricada máquina de criptografia.



Admito que assisti o filme apenas por conta do Benedict Cumberbatch, ator que dá a vida ao Sherlock na série da BBC, e que aqui interpreta nosso protagonista. Por conta disso, fui ao filme sem muito saber, e me surpreendi imensamente.

Em seus 113 minutos, O Jogo da Imitação desenvolve o enredo de maneira suave, ao mesmo tempo que nos dá vários tapas na cara por meio de seus temas duros e sua crítica aos preconceitos que dividem a sociedade entre homens e mulheres, ou hétero e homossexuais. 

Cumberbatch atuou com maestria, apresentando-nos Turing como o ser tridimensional que é. Tendo em si o gênio brilhante considerado o pai da computação, o homem socialmente desajeitado, e o segredo que, se revelado, colocará em risco sua vida. Alan Turing é homossexual, um crime cuja pena era a morte nessa época da Inglaterra. E claro que o ator consegue perfeitamente incluir aqui -com o auxílio dos roteiristas, claro - aquele seu humor sutil e inteligente que nos conquista a todos.

Morten Tyldum também fez muito bem seu trabalho, dirigindo o filme de maneira eficiente e apresentando as particularidades da época muito bem. Utilizando-se inclusive, muitas vezes, de máquinas realmente utilizadas, e locações originais dos acontecimentos da Segunda Guerra. 

O filme apresenta três fases da vida de Turing em uma linha do tempo não regular. Somos jogados de um período do tempo ao outro no decorrer do filme, e vamos gradativamente conhecendo aquele personagem fascinante que mudou o rumo da guerra, diminuindo sua duração em anos e salvando diversas vidas.
Sua adolescência, a época do conflito em si, e os dias de sua condenação. Essas são as épocas nas quais somos jogadas, e que brincam com nossos sentimentos e ideais.
Tais variações no tempo são uma boa forma de apresentar o fato que o diretor deseja apresentar: Que foi a sexualidade de Turing e os recursos que ele utilizou para escondê-la que o levaram, em parte, a ser o gênio que se tornou.

O filme, porém, arrisca muito pouco utilizando-se muito dos clichês, tanto em muitas partes do roteiro em si, quanto na construção dos personagens. O núcleo principal foi muito bem interpretado pelos atores, porém, e soube passar as ideias que queria, sem para isso ousar em algo mais original que talvez não fosse tão vendável. 


Tendo isso considerado, penso que nada mais justo que minha nota ser cinco estrelas. Afinal, apesar das poucas falhas citadas, o filme é o primeiro a passar com tal perfeição e profundidade o homem que foi muito mais que o homossexual, ou que o gênio. O homem que foi inspiração e salvação para muita gente. 






Ana Carolina  Tenho 14 anos, e se possível, com uma mentalidade de ainda mais jovem. Sou do tipo que ama viajar, mas ao mesmo tempo ficar em casa. Filmes, livros, seriados e jogos são apenas alguns dos meus maiores passatempos, junto com escrever meu primeiro livro, e compartilhar minhas ideias com o mundo!  
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4 comentários

  1. Oi, Ana!
    Mil professores meus já falaram pra assistir esse filme, mas ainda não o fiz. Tenho um certo trauma do Turing nas minhas aulas hahhaha
    Beijos
    Balaio de Babados

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  2. Oi, Ana!
    Realmente, o filme é uma obra e tanto! E pensar que é uma história real me arrepia... Alan Turing era um gênio, e infelizmente, muito perturbado... Mas, com certeza a invenção dele deu outros rumos pra guerra!
    Muito boa a sua indicação!
    Beijoss
    www.vidaemmarte.com.br

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  3. Resenha brilhante. Tenho evitado esse filme com medo de sofre, porque sim eu sofro quando vejo dramas, mas sua resenha me fez senti como boba e perdendo de ver um filme brilhante. Obviamente estou divulgando nas minhas redes sociais. Parabéns!

    Pandora
    O que tem na nossa estante

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  4. Oi Ana! Oi Irene! Eu ainda não consegui ver o filme, mas adoro o ator e acredito que ele não vá me decepcionar. Adorei a resenha, pois consegui ter uma ideia melhor do que vou encontrar.

    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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