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Resenha "As lições do mestre Confúcio "


Edição: 1
Editora: Jardim dos livros
ISBN: 9788563420336
Ano: 2016
Páginas: 96

Skoob



Sinopse
Esta é uma seleção de ensinamentos de Confúcio (551-479 a.C.), um dos maiores vultos da filosofia e da religião. Confúcio ensinava que a sobrevivência da civilização depende do exercício correto de uma cultura racional, da prática de uma moral eficaz em inibir o mal e ensejar o altruísmo e a bondade. Os preceitos confucionistas defendem uma base humanística na educação, cujo cerne é o aspecto humano e moral. Para o Mestre, o tipo ideal de indivíduo é o Junzi, o “educado”, uma pessoa de bons modos, instrução e qualidades morais elevadas. Traduzidos direto do chinês, estes pensamentos compõem um guia indispensável para nos aconselhar em tempos confusos e de relativismo moral como os de hoje.



Imagine um país onde a corrupção e incompetência administrativa daqueles que deveriam servir ao povo era enorme: abuso do poder, exploração econômica, abandono do povo; nos quais os valores morais, como honestidade, educação, respeito ao próximo, conhecimento da história e das tradições, estive sendo esquecido. Onde o caos social estivesse instaurado. Cenário familiar não? 

Contudo não estamos falando do Brasil do século XXI e sim da China da dinastia Zhou (1027-221 a.C). Época de um dos maiores filósofos da História mundial, um “homem educado” Confúcio, viveu. 

A contribuição de Confúcio para a História da China é inestimável, o seu conjunto de ensinamentos, pregava uma moralidade pessoal e governamental, sempre pautada nas relações sociais de justiça e honestidade. O seu pensamento destacava-se pelo seu “caráter humanístico, extremamente preocupado com a sobrevivência da sociedade e com a dignidade humana” (BUENO, 2013, p.6). A cultura, ou melhor a educação, seria o elemento-chave para a continuidade humana. 

Para ele, a causa dos males, estava na falta da educação: “Sem estudo, as pessoas seriam incapazes de compreender sua cultura e a necessidade dos valores morais” (BUENO, p.8). Para poder resolver isto, o homem deveria ser educado: em dois tipos de estudo o Xue, ensino das tradições e da cultura, e o Zhi, a experiência de vida, ambos complementares. O homem que conhecia a cultura e a moral e era capaz de praticá-la, era o homem “educado” - o modelo do cidadão ideal do confucionismo. Contudo, a vida de Confúcio nunca foi um mar de rosas. “Governos corruptos gostam de falar de educação, mas desprezam qualquer forma de ensino que privilegie a formação crítica do indivíduo.” 

É impossível não ler Confúcio e não fazer um paralelo com eventos recentes da história brasileira, mas não vou fazê-los para não tendenciar a minha resenha. Então o convido para ler este livro incrível e fazer este paralelo. Confúcio, era antes de mais nada um homem de ações, seus atos e postura refletiam seu pensamento, e não se contradiziam como muitos o fazem. Viajou por toda a China ensinando e aprendendo, em suas sábias palavras: “Mestre é quem sabe o antigo e descobre o novo”. 

Agora falando sobre o livro em questão, é uma obra divida em suas partes: a primeira consiste em uma apresentação da vida de Confúcio, e uma breve análise de sua vida e obra. Constando a explicação de Bueno sobre a utilização de alguns termos específicos na tradução do original chinês. E a segunda é uma seleção de alguns ensinamentos do mestre. Destaco alguns dos meus preferidos: 

“Examino-me três vezes por dia. Sou leal para com os outros? Sou sincero com meus amigos? Pratiquei o que aprendi?” Zigong perguntou quem é o educado. O Mestre disse: “Aquele que pratica o que fala.”. O Mestre disse: “O educado vê o todo, gente pequena vê as partes”. O duque Ai perguntou Confúcio como conquistar o coração do povo. O Mestre disse: “Promova os corretos e se afaste dos errados e você terá o coração do povo. Mas, se promover os errados e afastar os corretos, você perderá o coração do povo.” 

Caso pudesse citaria o livro todo, mas então o leitor não teria o prazer de lê-lo. E mais do que ler, praticar como ensinava o mestre. Hoje em dia se utiliza Sun Tzu para tudo, mas deveríamos aprender e praticar muito mais com Confúcio. Principalmente nestes tempos turbulentos em que vivemos, este livro é mais do que atual, pois como seres ativos na História, estamos construindo o futuro para as próximas gerações e como disse o mestre: “Quem não pensa no futuro não pode ser um educado. Quem não compreende a cultura é incapaz de ocupar um trabalho. Quem não entende as palavras não compreende as pessoas.”



Livo cedido pela nossa parceira Geração Editorial





Marcelo Daltro 
Pai e marido apaixonado pelo filhote e esposa, ilustrador, chargista, Bacharel em História (especializado em mito, imaginário e história em quadrinhos), fanático por cultura pop: quadrinhos, filmes, livros, desenhos animados, séries e RPG
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2 comentários

  1. Olá Marcelo, tudo bem?
    Eu já ouvi muito sobre Confúcio e já li algo sobre ele há alguns anos atrás. Não conhecia este livro, mas com certeza esta temática infelizmente é bem atual.
    Ótima resenha.
    Abraço.
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  2. Oi
    esse parece ser um bom livro para se ler e entender um pouco da politica, esse inicio do poste descreveu o que anda acontecendo no Brasil, já vi a capa deles em um sites e nunca dei valor, mas a leitura deve ser boa.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

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