http://amzn.to/2vXW7B8

Resenha " A febre do amanhecer" de Péter Gárdos


Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535928754
Ano: 2017
Páginas: 216

"Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança."

A Febre do amanhecer é baseado na história real dos pais do autor, Péter Gárdos. "Um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver." Vamos conhecer a história de amor de seus pais, " dois jovens sobreviventes dos campos de concentração nazistas após a Segunda Guerra Mundial e que encontram a promessa de um futuro melhor num amor improvável, que superou as dores da guerra e da enfermidade."

Péter Gárdos após a morte de seu pai , Miklós, recebeu de sua mãe um pacote de cartas escritas no período após o Holocausto. "Eram dois maços de cartas, um amarrado com uma fita azul, e o outro, com uma fita escarlate."  Durante cinquenta anos Péter não soube da existência dessas cartas e depois de dez anos que resolveu escrever sobre esse romance contando sobre os seis meses que seus pais se corresponderam até se casarem em Estocolmo. 

Miklós tinha 25 anos estava internado em um hospital em Lärbro tentando se curar de uma tuberculose. Por estar com os pulmões comprometidos lhe é informado que teria no máximo seis a sete meses de vida. Desde que chegou lá e desafiando a morte, Miklós se empenhou em escrever cartas para jovens húngaras que também estavam hospitalizadas em recuperação. Todas elas tinham o mesmo teor e foram escritas a lápis com uma caligrafia impecável.

"Ao meu pai, o tempo interessava menos do que outras questões importantes, como a sua vida."

Da mesma forma que ele outros colegas também estavam em recuperação e vamos tomar conhecimento dos problemas que assolam a estes homens abalados pela guerra. Harry é o amigo de Miklós que mesmo com  seus traumas e conflitos tentando sempre "testar sua masculinidade" estará sempre ajudando e apoiando o companheiro. Miklós apesar de sua aparência marcada pelo caos da guerra, tendo "seus olhos maiores por causa dos óculos e a boca que lhe faltava dentes, ele não estava afim de conversa. O importante é que estava vivo.

Lili Reich tinha dezoito anos e estava internada no hospital de reabilitação de Smålandsstenar com problema renal. Ela fora uma das jovens que recebera uma carta de Miklós.Ficou encantada com a letra bonita e as palavras do jovem que a escrevia. Mesmo receosa ela resolveu escrever para ele e durante meses trocaram cartas, se conhecendo e fazendo nascer um afeto sincero e recíproco. Lili contava com o apoio de suas amigas Sara e Judith que acompanharam as trocas de correspondências, os telefonemas e a luta para que eles pudessem se encontrar.

"Sua carta está aqui, na minha frente, e eu já li umas vinte vezes.Cada vez que a leio, descubro coisas novas e a cada minuto fico mais louca de felicidade.Ai, como te amo !!!!!!" 

O autor relata vários momentos durante esses meses citando personagens que conviveram com seus pais. Seus amigos, médicos e  enfermeiras que acompanharam o dia a dia desses jovens que no meio de tanta tragédia ansiavam por notícias de seus familiares. 

"Querida Lili, todos os momentos que passamos juntos valeram uma vida para mim, de tanto que a amo. Sabe,se penso nos longos meses que nos separam até que possamos ficar juntos para sempre, logo fico de mau humor!..."

Lili tinha a vontade de se converter ao catolicismo tendo o apoio de Miklós que ficou de conversar com um bispo e se casarem. Um rabino toma conhecimento desse fato e surge mais um obstáculo colocando os sentimentos a frente dos sistemas político-econômicos.


Uma história que envolve emocionalmente o leitor nesse romance que sobrevive a morte acreditando no amor e contando com o apoio de amigos que acreditam que todos são importantes. Este livro também gerou um filme - Fever at Dawn - realizado pelo mesmo autor. Uma leitura que recomendo.




Livro recebido em cortesia pela Companhia das Letras


3 comentários

  1. Confesso que é a primeira vez que leio alguma coisa sobre esse livro e já fiquei muito interessada. Livros que remetem a essa época, triste e de muita luta para a reconstrução das pessoas e dos lugares, são bastante interessantes de ler. Já anotado para procurar na livraria.

    ResponderExcluir
  2. Olá, tudo bem???

    Nossa sempre que vejo resenhas desse livro meu coração se emociona e mesmo não sendo um livro que eu leria, acho super válido falar que ele tem um teor histórico de muitas lutas e sofrimento. Eu gostei muito. Xero!!!

    https://minhasescriturasdih.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  3. Oi Irene! Eu fiquei sabendo primeiro do filme e fiquei bem interessada em assistir, pena que não consegui! Mas gostei de saber um pouco do livro, parece uma história bem bonita <3

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

    ResponderExcluir

Obrigado pela sua visita!
Seu comentário é muito bem vindo!
Volte sempre !

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...