Sinopse
“Fale sobre você... Queremos saber o que tem a dizer.” Desde o primeiro momento, quando começou a estudar no colégio Merryweather, Melinda sabia que isso não passava de uma mentira deslavada, uma típica farsa encenada para os calouros. Os poucos amigos que tinha, ela perdeu ou vai perder, acabou isolada e jogada para escanteio. O que não é de admirar, afinal, a garota ligou para a polícia, destruiu a tradicional festinha que os veteranos promovem para comemorar a chegada das férias e, de quebra, mandou vários colegas para a cadeia.
E agora ninguém mais quer saber dela, nem ao menos lhe dirigem a palavra - insultos e deboches, sim - ou lhe dedicam alguns minutos de atenção, com duvidosas exceções. Com o passar dos dias, Melinda vai murchando como uma planta sem água e emudece. Está tão só e tão fragilizada que não tem mais forças para reagir.
Finalmente encontra abrigo nas aulas de arte, e será por meio de seu projeto artístico que tentará retomar a vida e enfrentar seus demônios: o que, de fato, ocorreu naquela maldita festa?
Edição: 1
Editora: Valentina
ISBN: 9788565859073
Edição 1 / Ano: 2013
Páginas: 248
Editora: Valentina
ISBN: 9788565859073
Edição 1 / Ano: 2013
Páginas: 248
Essa resenha acredito que seja para mim, uma das resenhas mais difíceis de escrever, pois a sinopse praticamente já disse tudo e alongar mais seria acabar com o propósito do livro e revelar o segredo que a protagonista, Melinda, não revela a ninguém. Mesmo assim, vou tentar descrever para vocês como foi ler essa famosa obra literária de Laurie Halse Anderson.
Melinda acabou de entrar para o ensino médio e desde que chamou a polícia na festa dos veteranos, suas amigas não falavam mais com ela, as pessoas a ridicularizava, suas notas começaram a cair e vários problemas começaram a surgir.
"Eu tinha feito um megaesforço para me esquecer de cada segundo daquela maldita festa, e cá estou eu, no meio de uma galera hostil, que me odeia por causa do que tive que fazer. Não posso contar para eles o que realmente aconteceu. Não consigo nem pensar naquela festa. Um rugido animal brota do meu estômago. (Página 42)
Vivia em seu mundinho solitário, apenas com seus pensamentos que a torturavam dia após dia. Além disso também provocava um tipo de tortura em si mesma, se machucava, era uma maneira de extravasar toda a dor que estava sentindo em seu peito.
"Está cada vez mais difícil falar. A minha garganta vive ferida, os meus lábios, em carne viva. Quando acordo de manhã, o maxilar está tão contraído que me dá dor de cabeça. (...) Sempre que tento conversar com os meus pais ou um professor, balbucio ou congelo. O que tem de errado comigo? É como se eu tivesse algum tipo de laringite espasmódica." (Página 67)
Melinda pouco falava com as pessoas que convivia. No colégio não tinha ninguém para ouvi-la, muitas vezes se sentava só na hora do almoço e com o tempo também foi matando as aulas. Conseguiu achar um refúgio na própria escola para passar o tempo. Ficava em um cubículo por horas, pois era um local onde se sentia mais confortável e tranquila. Em casa, seus pais, eram pessoas totalmente negligentes, não prestavam atenção na própria filha. Quando estavam juntos viviam brigando, quando estavam separados se dedicavam ao trabalho, Melinda, se sentia só também em seu próprio lar, pois ninguém tinha tempo para olhar para ela e entender o que estava de fato se passando.
" A minha família não conversa muito e tem nada em comum, mas, se a minha mãe preparar uma ceia adequada nesse feriado, isso significa que então seremos uma família por mais um ano. Lógica Kodak, aparência é tudo. Só nos comerciais de TV esse tipo de coisa funciona." (Página 75)
Voltando para o colégio, Melinda conseguiu se destacar apenas na aula de artes. Suas notas eram altas nessa matéria, pois através da arte ela transmitia tudo o que estava sentindo, suas angústias, seus pesadelos, suas dores e principalmente conseguia falar com as imagens.
Ao longo da leitura, vamos acompanhando o drama de Melinda e vamos saber o que realmente aconteceu na festa. O livro tem poucos diálogos, pois a maior parte é o pensamento da menina que domina a história que é contada em primeira pessoa.
Esse é o segundo livro que leio da autora (o primeiro que li foi Garotas de Vidro) e só venho a admira-la cada vez mais pelo excelente trabalho. Nunca conheci nenhum autor que escrevesse tão bem histórias de pessoas problemáticas de um modo tão brilhante e cheio de sentimentos. Ela consegue fazer com que você entre no personagem e sinta a dor que o mesmo esta passando naquele exato momento, sem se tornar uma leitura chata e cansativa. Outro aspecto que acho interessante é a construção de todos os personagens envolvidos e não só apenas a protagonista, pois cada um possui uma função importante para entendermos o que se passa com a nossa Melinda. A autora consegue nos mostrar como muitos seres humanos são cruéis e que só se preocupam com os seus próprios problemas. Os pais da menina é um exemplo disso. São nitidamente pessoas despreparadas e que nunca deveriam ter tido filhos, pois só se preocupam com eles mesmos e não conseguem nem reparar os problemas notórios de Melinda. Também podemos presenciar a inserção do bullying na história. Infelizmente, tudo o que se retrata no livro é uma realidade constante diante dos nossos olhos, tanto no ambiente familiar como no escolar.
Fale! foi escrito em 1999 pela autora Laurie Halse Anderson e foi um dos seus trabalhos mais premiados até hoje, sendo adotado por várias escolas americanas como leitura fundamental e em 2004 foi levado para os cinemas com o filme chamado "O Silêncio de Melinda", tendo a atriz Kristen Stewart como protagonista. Confesso que fiquei na vontade de assistir o filme, mesmo sabendo que normalmente o livro sempre é melhor.
Quero aproveitar e parabenizar a Editora Valentina por ter lançado esse livro maravilhoso e pelo magnífico trabalho em relação a capa e a diagramação (e ilustração) das páginas. A capa ficou muito bonita e tem tudo a ver com a história.
Virei fã de Melinda e, para mim, ela é uma heroína. Com certeza ouvi-la dentro de cada página deste livro foi uma experiência grandiosa e que me fez enxergar como os nossos problemas muitas vezes são nada comparados com o de outras pessoas. Fui a melhor amiga de Melinda essa semana e ouví-la foi um lindo presente.
Melinda acabou de entrar para o ensino médio e desde que chamou a polícia na festa dos veteranos, suas amigas não falavam mais com ela, as pessoas a ridicularizava, suas notas começaram a cair e vários problemas começaram a surgir.
"Eu tinha feito um megaesforço para me esquecer de cada segundo daquela maldita festa, e cá estou eu, no meio de uma galera hostil, que me odeia por causa do que tive que fazer. Não posso contar para eles o que realmente aconteceu. Não consigo nem pensar naquela festa. Um rugido animal brota do meu estômago. (Página 42)
Vivia em seu mundinho solitário, apenas com seus pensamentos que a torturavam dia após dia. Além disso também provocava um tipo de tortura em si mesma, se machucava, era uma maneira de extravasar toda a dor que estava sentindo em seu peito.
"Está cada vez mais difícil falar. A minha garganta vive ferida, os meus lábios, em carne viva. Quando acordo de manhã, o maxilar está tão contraído que me dá dor de cabeça. (...) Sempre que tento conversar com os meus pais ou um professor, balbucio ou congelo. O que tem de errado comigo? É como se eu tivesse algum tipo de laringite espasmódica." (Página 67)
Melinda pouco falava com as pessoas que convivia. No colégio não tinha ninguém para ouvi-la, muitas vezes se sentava só na hora do almoço e com o tempo também foi matando as aulas. Conseguiu achar um refúgio na própria escola para passar o tempo. Ficava em um cubículo por horas, pois era um local onde se sentia mais confortável e tranquila. Em casa, seus pais, eram pessoas totalmente negligentes, não prestavam atenção na própria filha. Quando estavam juntos viviam brigando, quando estavam separados se dedicavam ao trabalho, Melinda, se sentia só também em seu próprio lar, pois ninguém tinha tempo para olhar para ela e entender o que estava de fato se passando.
" A minha família não conversa muito e tem nada em comum, mas, se a minha mãe preparar uma ceia adequada nesse feriado, isso significa que então seremos uma família por mais um ano. Lógica Kodak, aparência é tudo. Só nos comerciais de TV esse tipo de coisa funciona." (Página 75)
Voltando para o colégio, Melinda conseguiu se destacar apenas na aula de artes. Suas notas eram altas nessa matéria, pois através da arte ela transmitia tudo o que estava sentindo, suas angústias, seus pesadelos, suas dores e principalmente conseguia falar com as imagens.
Ao longo da leitura, vamos acompanhando o drama de Melinda e vamos saber o que realmente aconteceu na festa. O livro tem poucos diálogos, pois a maior parte é o pensamento da menina que domina a história que é contada em primeira pessoa.
Esse é o segundo livro que leio da autora (o primeiro que li foi Garotas de Vidro) e só venho a admira-la cada vez mais pelo excelente trabalho. Nunca conheci nenhum autor que escrevesse tão bem histórias de pessoas problemáticas de um modo tão brilhante e cheio de sentimentos. Ela consegue fazer com que você entre no personagem e sinta a dor que o mesmo esta passando naquele exato momento, sem se tornar uma leitura chata e cansativa. Outro aspecto que acho interessante é a construção de todos os personagens envolvidos e não só apenas a protagonista, pois cada um possui uma função importante para entendermos o que se passa com a nossa Melinda. A autora consegue nos mostrar como muitos seres humanos são cruéis e que só se preocupam com os seus próprios problemas. Os pais da menina é um exemplo disso. São nitidamente pessoas despreparadas e que nunca deveriam ter tido filhos, pois só se preocupam com eles mesmos e não conseguem nem reparar os problemas notórios de Melinda. Também podemos presenciar a inserção do bullying na história. Infelizmente, tudo o que se retrata no livro é uma realidade constante diante dos nossos olhos, tanto no ambiente familiar como no escolar.
Fale! foi escrito em 1999 pela autora Laurie Halse Anderson e foi um dos seus trabalhos mais premiados até hoje, sendo adotado por várias escolas americanas como leitura fundamental e em 2004 foi levado para os cinemas com o filme chamado "O Silêncio de Melinda", tendo a atriz Kristen Stewart como protagonista. Confesso que fiquei na vontade de assistir o filme, mesmo sabendo que normalmente o livro sempre é melhor.
Quero aproveitar e parabenizar a Editora Valentina por ter lançado esse livro maravilhoso e pelo magnífico trabalho em relação a capa e a diagramação (e ilustração) das páginas. A capa ficou muito bonita e tem tudo a ver com a história.
Virei fã de Melinda e, para mim, ela é uma heroína. Com certeza ouvi-la dentro de cada página deste livro foi uma experiência grandiosa e que me fez enxergar como os nossos problemas muitas vezes são nada comparados com o de outras pessoas. Fui a melhor amiga de Melinda essa semana e ouví-la foi um lindo presente.
Vivian
Vivian San Juan é publicitária, amante da criação, arte e música. Apaixonada por um paulista, casou e foi morar em São Paulo onde petende trabalhar na área de sua formação. Uma menina atrapalhada, sonhadora, divertida e que ama tudo ligado a artes no geral. Carinhosamente é chamada por todos de Vivi.
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Agora vamos ao sorteio da Resenha Premiada de um exemplar do livro "Fale! " de Laurie Halse Anderson cedido pela nossa parceira a Editora Valentina.
Estamos usando a ferramenta Rafflecopter em nossos sorteios. Faça o login antes de iniciar a sua participação e então siga todos os passos colocados no Rafflecopter. Para tirar suas dúvidas veja neste post como a ferramenta funciona.
Lembramos que devem iniciar com as etapas obrigatórias que são:
1) Seguir o blog Saleta de Leitura no Google Friend Connect.
2) Deixar comentário neste post (frase)
As demais regras são opcionais.
a Rafflecopter giveaway
Informações adicionais
- As inscrições começam a partir do dia 30/09/2013 e finaliza no dia 25/10/2013.
- O sorteio será realizado através da ferramenta Rafflecopter e o resultado será publicado até o dia 27/10/2013.
- Ter endereço de entrega no Brasil.
- O ganhador (a) será comunicado por e-mail e terá um prazo de 4 (quatro) dias para nos responder. Caso não haja contato, faremos novo sorteio.
- O envio será por nossa conta e informamos que não nos responsabilizamos caso haja extravio por parte dos Correios.
- São válidas somente as participações feitas através da ferramenta Raflecopter.- O prazo de entrega é até 30 dias.










