Sinopse:
Piera tem certeza: está cometendo a maior loucura da sua vida ao assistir, escondida, ao casamento de seu ex-noivo. Depois de seis anos de relacionamento, entrar de penetra na comemoração foi tudo que André deixou para ela. E olhar a cena não a faz feliz, mas encerra uma fase de sua vida. Hora de recomeçar. Mas como recomeçar se seu coração está cheio de dor? Envolver-se com a história de Piera é como descobrir que sempre há um lado muito bom a ser revelado… Mesmo que tudo pareça tão difícil.
Piera tem certeza: está cometendo a maior loucura da sua vida ao assistir, escondida, ao casamento de seu ex-noivo. Depois de seis anos de relacionamento, entrar de penetra na comemoração foi tudo que André deixou para ela. E olhar a cena não a faz feliz, mas encerra uma fase de sua vida. Hora de recomeçar. Mas como recomeçar se seu coração está cheio de dor? Envolver-se com a história de Piera é como descobrir que sempre há um lado muito bom a ser revelado… Mesmo que tudo pareça tão difícil.
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581633084
Edição 1 / Ano: 2013
Páginas: 320
ISBN: 9788581633084
Edição 1 / Ano: 2013
Páginas: 320
A FELICIDADE PODE CHEGAR
QUANDO MAIS ESPERAMOS
Quando "Claro que te amo!" foi lançado eu fiquei ansiosa por ter esses livros em mãos e imediatamente pedi a querida Irene para me deixar com essa leitura. Como sempre a Irene foi solicita e eu recebi o livro com direito a autografo da autora e tudo. Em síntese, não foi sem alegria ou boa vontade que dei inicio a leitura, mas confesso que ao longo da leitura nem sempre tudo foi flores e borboletas.
Em "Claro que te amo" a Tammy Luciano conta a história da jornada de amadurecimento emocional da Piera, uma pós-adolescente carioca, classe média cujo diferencial é ter passado por algumas experiências de abandono ao longo da sua vida. De entrada sua mãe a abandonou em seus primeiros meses de vida com o pai e sumiu no mundo sem nunca deixar notícias e de saída seu noivo, com o qual manteve uma relação desde os 13 anos, a traiu e abandonou logo em seguida de forma ridiculamente idiota. Aliás, esses dois personagens são centrais na história, pois nós encontramos Piera pela primeira vez observando o casamento de seu ex-noivo e o grande desenlace da história se dá com o retorno da mãe dela a sua vida.
E sim, outra coisa importante, toda a história é narrada em primeira pessoa pela Piera, a sensação é que ela está em algum lugar de seu futuro, contando um episódio central do seu passado e como enfrentou seus bichos internos. Graças a esse recurso da autora, nós ficamos intimas da Piera, a olhamos de perto, podemos nos identificar ou não com suas reflexões e construímos relações afetivas com ela. Sinceramente, fazia tempo que eu não tinha tanta vontade de jogar o livro na cabeça de uma protagonista... Como a Piera arreta! E não, não é erro de grafia, eu não quis dizer irrita eu quis dizer ARRETA mesmo. A Piera arreta qualquer um às vezes!
Sinceramente eu sei por experiência, consulta a meus diários antigos e convivência que os pós-adolescentes, aqueles seres entre os 19 e 22 anos, podem ser chatos, muito chatos, chatiíssimoosss... Quando eles tem experiências traumáticas na infância então... Misericórdia Jesus!!! Ai é que são tensos mesmo!!! Prepotentes, meio egoístas, sofridos, responsáveis, se sentem mais maduros que o resto do multiverso, mas não deixam de fazer cada bobagem!!!
Pois é, essa é a Piera, totalmente pós-adolescente, se sentindo muito madura por ter vivido uma vida inteira sem a mãe e ainda assim ser uma boa moça que faz trabalho voluntário. Cuida do pai e tem emprego de meio expediente... Dá, mas, claro que ela não é tão madura assim, claro que ela é mimada, claro que ela é uma patricinha, claro que eu parei a leitura do livro trocentas vezes por não agüentar tanta pós-adoleschatisse no meu juízo, claro que eu adorei todas as vezes que o Marcelo e as amigas dela deram um chega pra lá nela!!!
Enfim, sinto que "Claro que te amo!" é um livro escrito com a esperança de poder ajudar pessoas semelhantes à Piera, perdidas em uma pós-adolescência às vezes prolongada, carregando traumas, sem conseguir saber para onde ir em dias de crise, sem conseguir abraçar a felicidade com o corpo e alma. No entanto, não posso deixar de frisar algumas escolhas narrativas da Tammy incomodas ao meu paladar literário como o excesso de adjetivos para frisar qualidades e defeitos dos personagens e as descrições exageradas das cenas já demonstradas.
Sei na pele o quando escrever um texto longo é difícil e o quanto os adjetivos e explicações das explicações são tentadores. Mas adjetivo é opinião, opinião cada um tem a sua e explicações demasiadas sobre situações a respeito das quais o leitor pode interpretar sozinho me fazem achar que o autor está subestimando a capacidade interpretativa de seu público. Pode-se justificar o excesso de explicação ou adjetivos pelo fato de ser uma narrativa em primeira pessoa e ai é a Piera pensando, pisando e repisando as coisas e tirando conclusões sobre sua vida, mas eu aposto que muito da chatice que muitas pessoas atribuíram a ela vem dessa da escolha da autora por ser muito explicativa em relação a determinadas situações.
Lembro de dois livros do Pedro Bandeira centrais em minhas experiências como leitora: o "A marca de uma lágrima" e o "Agora estou sozinha". Ambos tratam de adolescentes com cara de pós-adolescentes com problemas, são narrados em primeira pessoa e possuem um autor que tem boas intenções pedagogizantes como o "Claro que te amo" da Tammy, no entanto, ao conta sua história Pedro Bandeira se priva conscientemente de adjetivos e explicações para determinadas situações.
Até hoje me pergunto se Izabel, a protagonista da "A marca de uma lágrima" é realmente gorda, apenas se auto-avalia mal ou simplesmente é gordinha mesmo e precisa se aceitar assim... Penso e repenso as situações da vida dela semelhantes as minhas e amo o Fernando, sempre amarei o Fernando, mesmo sem jamais o Pedro ter dito se ele era mesmo bom ou mal, pois me apaixonei por ele através de suas atitudes. Também em relação à Telmah ficaram questões em aberto em minha cabeça. Será mesmo que ela ouviu o espírito da mãe? E nunca vou esquecer a expressão "Aos mortos levam-se flores!" dita ao seu namorado, quando ele levou uma caixa de chocolate para ela. Telmah também parecia ser membro do clube "não quero ser feliz!".
Enfim, considero o "Claro que te amo!" um bom livro, sei que ele foi escrito com sangue e alma por alguém que coloca sangue e alma no que faz. Como já disse esse livro não se trata de um mero "produto literário capitalizado". Gosto da Tammy e da escolha dela por construir histórias sobre jornadas de amadurecimento. Mas, sentir que ela mastigou demais os conceitos, as interpretações dos fatos para seus leitores e leitoras, ficou pouco para que nós pudéssemos interpretar por nosso próprio esforço.
Ah, outro ponto, não posso negar que a conclusão da história escolhida pela autora foi linda, emocionante e me fez pensar que desde o principio ela tinha aquela conclusão na cabeça... Porém, vou chata, apesar de ser uma romântica inveterada achei que o final deixou a jornada de amadurecimento da Piera inconclusa. Honestamente, sendo também um pouco - ou talvez muito - Piera acredito que a felicidade só funciona quando ela é conquistada por nossa própria força, nesse ramo empurrões, mesmo os dados com amor e coletivamente não funcionam. Mas, essa é apenas minha conclusão, se alguém tem outra diferente escreve ai porque discuti com educação as coisas deixadas em aberto pelo autor é o melhor da festa.
Book Trailer
Pandora
Jaci Clemente conhecida neste mundo virtual como Pandora. Estudante de História e seu objeto de estudo preferido é História da Educação. É apaixonada por literatura fantastica, poesia, romances do século XIX e todo tipo de livro bem escrito, seu primeiro emprego foi com educação infantil, então também ama literatura infantil. Adora responder aos comentários feitos em suas resenhas tentando estar sempre presente . e-mail # facebook # twitter # skoob




